Resumo sobre instabilidade hemodinâmica por dexmedetomidina na UTI. O fármaco é um agonista alfa-2 que inibe o sistema adrenérgico. O escape sistêmico pode causar hipotensão e bradicardia graves, manejadas com suspensão e suporte.
O caso relata um idoso de 78 anos em tratamento para sepse urinária que desenvolveu delírio hiperativo. Conforme o protocolo, iniciou-se a infusão contínua de dexmedetomidina. Embora o sedativo tenha controlado a agitação, o paciente evoluiu rapidamente com bradicardia e hipotensão, quadro que foi revertido com a interrupção da droga.
A dexmedetomidina é um agonista altamente seletivo dos receptores alfa-2 adrenérgicos. Diferente de outros receptores adrenérgicos, o alfa-2 atua como um "freio" do sistema simpático. No sistema nervoso central, o bloqueio adrenérgico ocorre no locus coeruleus, promovendo sedação e controle do delírio sem deprimir o drive respiratório. Contudo, a estimulação de receptores alfa-2 sistêmicos inibe a liberação de catecolaminas bônus, reduzindo a resistência vascular e a frequência cardíaca.
Fatores de risco associados a complicações hemodinâmicas graves incluem:
A grande vantagem do fármaco na UTI é a sua rápida metabolização. Além disso, como é excretada na forma de metabólitos inativos, não exige ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal crônica por não gerar toxicidade acumulada.
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